segunda-feira, 31 de maio de 2010

Lançamento oficial.



Na última sexta aconteceu o lançamento oficial da candidatura de
Jarbas ao governo do estado.
O evento reuniu os poucos grandes nomes da oposição no estado, e contou com pouco mais de cinco mil pessoas que vieram de diversas partes de Pernambuco.
Foi anunciado que Mirian Lacerda será a candidata a vice da chapa, e o segundo senador, provavelmente, sairá do PSDB.
No seu discurso, Jarbas afirmou que "o presidente Lula é um grande amigo de Pernambuco, que ganhará outro se Serra for eleito."

Mudando a estratégia.



Esteve ontem no programa É notícia, exibido pela Redtv, o pré- candidato José Serra, que tratou de vários assuntos pertinetes a campanha que se aproxima e até de sua vida pessoal, coisa que não é acostumado a fazer.

Serra começou a entrevista falando da sua infância e como entrou na vida pública, falou da época da ditadura militar, e do seu exílio.
O que fica claro é que Serra quer passar a imagem de pessoa sofrida, que foi pobre, que trabalhou em um mercado vendendo laranjas e carreando caixas pesadas. Ele está tentando colocar um tipo de postura que o aproxime do povo, quer que as pessoas se identifiquem com ele.
Isso tudo porque pretende atacar Dilma no pessoal, aliás, é comum Serra agir dessa forma com quem se encontra como adversário.
No decorrer da entrevista o tucano chegou a se antecipar ao entrevistador, temendo alguma pergunta que o pusesse em maus lençóis, sendo extremamente deselegante e desviando o assunto.
Eu acredito que esse novo modo de conduzir a campanha será muito bom pra Dilma que, ao contrário do opositor, vem agindo de forma pacífica, mostrando que é a candidata do Lula. Já o tucano, esconde Fernado Henrique a todo custo.

Para Serra, Vice bom é Vice morto



A Pesquisa Datafolha serviu para fazer o tucano José Serra botar as garras de fora. Até aqui ele conseguia se esconder, adiando o lançamento da candidatura, fugindo de grande exposição, evitando polêmicas e sobretudo ocultando sua oposição a Lula. Esperava com isso manter-se indefinidamente com seus altos índices nas pesquisas, conquistados graças ao maior recall de seu nome. Deu certo – até o momento que não deu mais para tapar o sol com a peneira. As últimas pesquisas começaram a colocar em confronto as verdades de cada candidato: Dilma é a candidata de Lula e Serra é oposição a Lula.
Serra começou a cair e sua taxa de irritação começou a subir. Elevou o tom de voz, brigou com a imprensa até agora tão querida, agrediu o Presidente da Bolívia (procurando conservar a classe média do Sul-Sudeste) e atirou nos Vices indiscriminadamente. Claro que o alvo era Aécio Neves, desafeto óbvio, que ele jamais desejou como Vice em sua chapa. Gostaria até que Aécio não conseguisse eleger seu sucessor em Minas nem mesmo se eleger Senador – desde que isso não impedisse a transferência dos votos mineiros. Sabe que Aécio é o que tem de pior como “fogo amigo”, e isso só faz aumentar o seu desespero. Sem força suficiente em Minas, com dificuldade nas negociações regionais e perdendo votos no seus principais redutos, Serra virou barata tonta, atirando em todas as direções, visando aumentar sua exposição na base do “falem mal, mas falem de mim”. Tenta com isso conservar seus pontinhos nas próximas pesquisas e afugentar o fantasma de se tornar carta fora do baralho com tanta antecipação. Enquanto isso, seu ex-quase-Vice está mais vivo do que nunca – talvez até mesmo trabalhando por sua derrota...


Fonte: Blog do Gadelha

sexta-feira, 28 de maio de 2010

UM DIA DEPOIS DO OUTRO NA COALIZÃO PRÓ-SERRA



ONTEM: ‘...Estamos aqui para reafirmar nossos compromissos em torno do nome de José Serra. São compromissos que vão muito além de um processo eleitoral....As diferenças que temos com o atual governo federal, vão além das questões programáticas.... um governo que é conivente com a corrupção! Tenho orgulho do Democratas porque a ação do partido na questão ética deixou claro para o Brasil, nossas diferenças fundamentais com o PT.... temos [...]respeito pela ética, pela eficiência na administração, pelo zelo com o dinheiro público' ( Rodrigo Maia, presidente dos DEMOS, no lançamento da candidatura Serra,10-04)

HOJE: 'O acerto do Rodrigo [Maia] era direto com o Arruda" (Durval Barbosa, delator da rede de corrupção no governo do DF; ‘Estadão, 28-05)


Fonte: Carta Maior


Serra, um tucano metemorfoseando-se em barata tonta



A pesquisa fez mal ao moço. Foi só ele perceber que sua liderança era pura ficção, e já saiu tonteando em todas as direções, em busca de mais atenção e intenções de voto. Está baratinado. Olhou para o mapa eleitoral, viu que estava sem espaço no Norte-Nordeste-CentroOeste e resolveu buscar lugar ao sol em outra parte. Mas está difícil, muito difícil.
Na luta para preservar votos conservadores no Sul-Maravilha, tem feito de tudo. Hoje ofendeu o Presidente da Bolívia, Evo Morales, chamou-o de cúmplice do narcotráfico. Já atacou o Mercosul, a Argentina, o Irã, está querendo o quê? – isso ninguém sabe. Atacou a falta de planejamento do Governo, mas na verdade estava atacando o Governo passado. Errou feio sobre dados de investimentos do próprio estado que “governou”. Ontem perambulou pelo Rio e hoje, para não deixar Dilma livre, leve e solta no Rio Grande Sul, mudou a agenda na última hora e partiu desesperado, rumo ao XXVI Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, em Gramado.
Marco Aurélio Garcia disse que Serra virou um “exterminador do futuro”. Mas me parece que ele virou barata-voa, transformou-se em exterminador do presente, do próprio presente...
Se continuar com essa superexposição estonteante, vai cair mais na próxima pesquisa.


Fonte: blog do Gadelha

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Mantra.



Estamos habituados a conviver com dilemas, decisões, opiniões e situações onde os opostos ocupam um lugar de destaque: Quente x frio, salgado x doce, claro x escuro, homem x mulher...
Mas, se observarmos, para e existência de um é impressindivel a permanência do outro entre as opções, eles precisam um do outro para continuar existindo e, digo mais, para serem escolhidos a nosso gosto.
Nossa cidade caminha, mais uma vez, para a mesma polarização entre Mendoça x Galvão, e isto é colocado de forma intencional por ambos. Para que um se mantenha no poder se faz necessário que o outro esteja fazendo seu papel, não permitindo que outra opção se faça mais forte e/ou "atraente" para aqueles que desejam uma mudança verdadeira.
Este tipo de procedimento traz benefícios a uma minoria que, idependente de quem esteja no poder, sempre estará fazendo parte do comando. E é justamente por nunca ter havido mudança alguma que nós percebemos que nossa cidade não avança como as outras. Permanecemos inertes, sentados em uma "auditório público" assistindo o espectáculo protagonizado por esses dois grandes artistas da nossa terra, perstígiando o que temos de melhor em dramatúrgia e estratégias de marketing. O pior é que não podemos interferir, não podemos falar, ou sequer comentar algo que logo seremos expulsos da plateia. Somos censurados, excluídos como joio, condenados como insanos. E tudo isso por termos sanidade e discernimento para enxergar o que os outros não conseguem ver.
Eu acredito que em nossa cidade as pessoas já estejam cansadas de presenciarem as mesmas coisas. É tanta repetição que agora não há mais criatividade alguma, e estão repetindo até os personagens.
Chega!
Eu quero mudança, de fato! Eu quero oportunidades pra minha terra! Eu quero uma cidade melhor! Eu não quero mais fazer parte desse jogo!

Cidades invisíveis



Partindo dali e caminhando por três dias em direção ao levante, encontra-se Diomira, cidade com sessenta cúpulas de prata, estátuas de bronze de todos os deuses, ruas lajeadas de estanho, um teatro de cristal, um galo de ouro que canta todas as manhãs no alto de uma torre. Todas essas belezas o viajante já conhece por tê-las visto em outras cidades. Mas a peculiaridade desta é que quem chega numa noite de setembro, quando os dias se tornam mais curtos e as lâmpadas multicoloridas se acendem juntas nas portas das tabernas, e de um terraço ouve-se a voz de uma mulher que grita: uh!, é levado a invejar aqueles que imaginam ter vivido uma noite igual a esta e que na ocasião se sentiram felizes.